Publicado por: Carlos | 04/04/2009

Entre os muros da escola (Entre les murs/The class)

untitled16Pra mim, é inevitável, assistir um filme envolvendo professores, alunos e escola e, não o comparar com um dos filmes que mais passava na sessão da tarde, na minha época de adolescente; Ao mestre com carinho (To sir, with love).

E, este, realmente é bem parecido, só que voltado as questões atuais, tais como: insubordinação, miscigenação e condição social.

O corpo docente da escola é composto de professores que, realmente, querem ensinar e, até se esforçam pra isso. Mas um professor, em particular, é o que mais briga por este ensino, não abre mão dos seus alunos, mesmo quando estes, o tratam de forma insolente (Clichê).

O filme acontece praticamente dentro da sala de aula, com o professor tentando ensinar, além do francês, um pouco de ética aos seus alunos que, demonstram-se distantes e nem um pouco preocupados com este conceito. O descaso que alguns dos alunos olham ou até mesmo falam com o professor, chega a despertar um sentimento de repulsa e, uma certa desilusão com relação ao comportamento dos jovens.

Entre um debate e outro, sem ordem nenhuma, eles sempre acabam deixando transparecer que, por não serem franceses, não estão inseridos no contexto e, usam este raciocínio para quase todas as suas faltas.

Assim como no filme, To sir, with love que, termina com o professor (Sidney Poitier), sendo devidamente homenageado e reconhecido pelos seus alunos.

Entre os muros da escola promove, no final, uma “integração” entre os alunos e os professores.

Mesmo, sendo um pouco cansativo, afinal são 128 minutos de exibição, o filme é cativante e, pode até nos remeter a refletir sobre alguns conceitos escolares que, infelizmente, as vezes acabamos vendo nos noticiários, como agressão e ameaça física aos professores.

Em um sistema de ensino, onde o aluno é soberano e abusa deste poder descaradamente, ameaçando e coagindo os professores que, por medo de perderem seus empregos e zelando pela sua integridade física, acabam tornado-se, muitas vezes, omissos e coniventes com a situação. Cabe aqui a pergunta:

Para que, exatamente, estamos preparando nossos jovens, dentro das salas de aulas?


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