Descabaçando

Como em tudo na vida, o primeiro post também é difícil, pensar no que escrever e em como escrever é tarefa árdua.

Há algum tempo venho maturando a idéia deste blog, como ainda não me veio a tão esperada inspiração, vou postar aqui um trecho de um livro que, na minha opinião, é um dos melhores que existe: A insustentável leveza do ser de Milan Kundera.

“O que seria senão o amor que assim se revelava?
Mas seria amor?
Estava persuadido de que queria morrer ao lado dela e esse sentimento era claramente exagerado.
Não seria mais a reação histérica de um homem que, compreendendo em seu foro íntimo sua inaptidão para o amor, começa a representar para si próprio a comédia do amor? Ao mesmo tempo, seu subconsciente se mostrava tão covarde que escolhera para sua comédia esta modesta garota que não tinha praticamente possibilidade de entrar em sua vida.
E, nesta situação em que um verdadeiro homem sabe agir imediatamente, ele se recriminava por negar assim ao mais belo instante de sua vida e sua plena significação.
Torturava-se com recriminações, mas terminou por se convencer de que era no fundo normal que não soubesse o que queria:
nunca se pode saber aquilo que se deve querer, pois só se tem uma vida e não se pode nem compará-la com as vidas anteriores
nem corrigi-la nas vidas posteriores.
Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação.”

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Responses

  1. Fiquei sabendo desse blog ontem!
    E confesso que desde então comecei a pensar no que escreveria para uma pessoa tão especial…
    Então,a começar pelo nome,fiz jus ao seu desejo.
    Sofismando para um amigo…

    Os cabos dos postes carregam os cantos dos pássaros…
    logo,as ruas viram uma grande partitura.

    Aí,essa mente,habitante da Terra do Nunca,começou a voar solta pela imaginação e acabei criando um sofismo diferente!

    Camelot,16 de março de 1492.
    Em outros tempos,idos tempos houve uma princesa celta chamada Marie Josephine e um cavaleiro templário,que – se houver permissão – um dia desses eu,ainda,descubrirei o nome.
    Encantos e brilhos na clareira – da floresta próxima a cidade – selou um nobre sentimento eterno…E um grande amor,o tempo secular perpetuou.
    Marie Josephine voltou como Valentina,mas no final de um luar outonal,as folhas que caíram foram carregadas levemente pelo vento,para outros lugares desconhecidos,se foi…
    O cavaleiro,perdido,percorrendo uma longa estrada que levava ao nada,apenas guardou,como relicário,esperança de um dia reencontrá-la.
    Marie Josephine,antes de partir veio se despedir.E o cavaleiro,agora não mais solitário,ainda caminha.
    E mais do que nunca não vai esmorecer,porque sabe que…
    Sempre haverá o encontrar e o existir até mesmo em sonhos que nunca um dia pensaríamos em sonhar…
    Sempre haverá um amor imenso,capaz de transpor o tempo,um esplendor oculto de ir e voltar incessante,como as ondas no mar…
    Saudade,então,nesta caminhada,será passageira,
    Será flor que o riacho levará na esteira,da cristalina correnteza,rumo ao oceano de um alvorecer sem fim.
    E,talvez quem sabe,neste jardim,onde o Sol faz morada;
    Cada segundo seja realmente eternidade,no haver,ser,existir,no doce sonho do reencontrar.

    São Paulo,16 de março de 2009.
    O que havia nessa amizade?
    Do saber que eram iguais e extremamente diferentes;
    Mas quando possuem a mesma aura,terão longas jornadas até atingirem a praia celestial e formarem a mais linda poesia.
    Talvez seja por isso,que atrás das estrelas exista tanta energia.
    Sopra no meu rosto,a brisa de uma feliz canção de final de tarde.
    Traz tua presença,bem-querer,amor e amar sem se tocar,infinita amizade,respeito de até haver sempre uma saudade.
    Há uma orquestra,uma festa,estrelas iluminando e uma soprano desconhecida solfejando a vida.
    Tenho um conhecer estranho,um poder tacanho de verter poesia…
    Há verdade sofismando a ilusão,tecendo cantos nos cantos.
    Há um início de sonho em um cordão,repentinos encantos…
    Em compasso lento,musicando um interminável momento.
    Havia flores e cores sem haver.
    E há a sensação de querer e de te ver!
    Há um moço de olhar castanho,atrás de um enorme coração e uma pequena timidez.Em meio a muita luz.Havia um homem…Simplesmente havia e haverá Carlos.
    Há uma moça de olhar castanho,raios marrons e mel em meio a muita luz.Havia uma menina…Simplesmente havia e haverá Flávia.

    BOAS VINDAS AO ‘MUNDO VIRTUAL’ E QUE MUITOS POSSAM ‘USUFRUIR’ DA SUA INTELIGÊNCIA!
    AMO-TE!
    BJOJO.

  2. Peito e culhões

    Há uma distinção médica clara. Todo ouvimos falar em alguém
    ter peito ou ter culhões, mas você sabe REALMENTE a diferença
    entre ambos? Vamos tentar esclarecer onde eles se diferenciam:
    PEITO – É chegar em casa tarde da noite, após uma balada com os
    amigos, e ser recebido por sua mulher segurando uma vassoura, e
    ter peito de perguntar: “Ainda está limpando a casa, ou vai voar para
    algum lugar?”
    CULHÕES – É chegar tarde da noite em casa, após uma balada com os
    amigos, cheirando a perfume e cerveja, batom no colarinho, e ter culhões
    de dar um tapa na bunda da sua mulher e dizer “Você é a próxima, gorducha!”
    Esperamos ter esclarecido qualquer confusão sobre as definições.
    Porém, clinicamente falando, não há diferença no resultado. Ambos terminam
    em morte.

  3. Carlão parabéns pelo site, depois eu levanto outro tema é que estou no meio de jodo de Xadrez. Um forte abraço

  4. Ae Carlão….. como diria o Serginho, “Vida inteligente na madrugada” , pois to sabendo que fica até de madruga por aqui, né..rsss……um abração, meu brother, e Parabéns !!!!!!!

  5. Em 2002, morei em São Paulo e redescobri o sentido da vida. Sou apaixonado por essa cidade que para mim é a “maravilhosa”.
    Só em Sampa você anda por uma avenida e consegue ouvir os mais diversos idiomas. Iniciando próximo ao Shopping Paulista e indo até a Consolação, a pé, conseguia diferenciar entre línguas como árabe, francês, alemão, inglês, italiano, japonês, entre outros. Tudo em um único dia, de uma única vez. Mas o engraçado que diferentemente de uma Babel, todos parecem se entender. Como se “frio concreto” servisse a todos de intérprete.

    É uma experiência muito interessante, você entrar em um metrô. Descobri em mim uma modalidade de leitor que desconhecia, leitor de capas de livros. Como gosta de ler o paulistano!

    Se Ribeirão Preto foi para mim o local onde descobri o prazer de se ter cultura, em São Paulo tive um centro de aquisição cultural imensurável. Conheci Sebos, livrarias fantásticas. E passei por um dos momentos mais emocionantes da minha vida, quando na Bienal do Livro, conheci grandes escritores pelos quais nutria grande admiração e poder expressar isso a eles, pessoalmente, foi algo marcante.

    Somente nessa cidade você anda por uma calçada e fica entre duas pessoas de cabelos, igualmente verdes, o que não me espantaria nada por se tratar de São Paulo, a não ser pelo simples fato de que um deles era um jovem rapaz e o outro uma senhora por volta dos seus sessenta anos.

    Depois em São Paulo, profissionalmente enfrentei grandes desafios e o prazer de vencê-los me fez acreditar que a cidade em sí conspira a favor daqueles que se esforçam e demonstram querer vencer. Foi nesse lugar que conquistei posições e certificados importantes para minha carreira, mas nada disso se compara as amizades conquistadas.
    Lembrar de São Paulo é lembrar de Luísa, minha musa inspiradora para meus poemas solitários, das gargalhadas e lágrimas da Adriana, do Bruno e suas irreverências, do Fábio e seu profissionalismo. E é claro, dos sorrisos que fui colecionando enquanto residia na cidade que mudou minha vida, que me fez sentir capaz, de hoje, morar em qualquer cidade do mundo.

    Esse blog é pura São Paulo, assim que entrei já senti o cheiro da tapioca com sotaques diversos em cada página e com olhar deslumbrado de mineiro que olha para cima a cada prédio fui me sentindo um estrangeiro na própria terra.

    Carlos, espero que seu blog seja, não só para mim, uma boa lembrança de que São Paulo não é apenas a visão “da feia fumaça que sobe apagando estrelas”, mas a incrível sensação da garoa que toca seu rosto e te faz sentir diferente, único e incomparável.

  6. Ótima ideia do blog.. Essa tbm é uma forma de compartilhar com todos, opiniões.. pensamentos.. entre outras coisas..

    Deixando uma mensagem pra vc:

    Durante toda minha vida, muitas pessoas passaram por mim, dia após dia.
    Mas somente algumas dessas pessoas, ficarão para sempre em minha memória.
    Essas pessoas são ditas amigas, e as levarei para sempre em meu coração, às vezes pelo simples fato de terem
    cruzado meu caminho…
    Às vezes pelo simples fato de terem dito uma única palavra de conforto quando eu precisei.
    Às vezes por ter me dado um minuto de sua atenção, e me ouvido falar de minhas angústias, medos, vitórias, derrotas.
    Às vezes por terem confiado em mim, e me contado também seus problemas, angústias, vitórias, derrotas:
    Isso é ser amigo: é ouvir, é confiar, é amar.
    E amigos de verdade ficam para sempre em nossos corações, assim como as pegadas na alma, que são indestrutíveis.
    À você meu amigo:
    você é muito mais que especial e importante para mim.

  7. Sou Mineira, mineira do interiooooor. A São Paulo fui apenas três vezes. Sempre muito rápido.Agitação demais para ouvidos habituados ao silêncio e à reclusão das montanhas das Gerais.
    Hoje, por indicação de amigo, visito este blog e pesquiso “Coisas para se fazer”. Fico pasma.É muita diversidade de sons, de sabores, de luzes e cores, de cheiros, atordoando os meus sentidos, tudo de mistura com gente e mais gente…
    Passo a dar razão a Maurício Flamini quando diz que, em São Paulo,redescobriu “o sentido da vida” e que lá teve “um centro de aquisição cultural imensurável”.
    Leio o texto dele, devagar, e posso sentir, por meio de suas descrições e relatos, o alumbramento do mineiro que presencia o cosmopolitismo de São Paulo, a emoção de andar por suas ruas e se sentir parte desse universo.
    Mário de Andrade também fez da cidade a sua fonte de Inspiração:
    “São Paulo! Comoção de minha vida…
    Os meus amores são flores feitas de original…
    Arlequinal!… Traje de losangos… Cinza e ouro…
    Luz e bruma… Forno e inverno morno…”
    Assim, com o testemunho do Maurício, com os versos de Mário e com “esse blog que é pura São Paulo”,
    a mineira arisca das grotas rende-se a essa terra da garoa e sente uma pontada de inveja de quem a conhece bem e usufrui dos seus encantos.

  8. Olá Regina e Maurício,
    Primeiramente, quero deixar registrado a minha satisfação em ter pessoas tão especiais dentre os leitores deste blog.
    Não, não estou desmerecendo os demais que aqui escrevem, muito pelo contrário o blog é feito para todos, mas é com uma pontinha de orgulho que leio os comentários de pessoas como vocês. Pessoas que conhecem São Paulo por televisão, cinema, livros, a passeio ou em férias. Pessoas que usam este espaço para conhecer um pouco mais deste “Mundo” paulistano.
    À mim, só resta agradecer a visita, e pedir que continuem lendo e desfrutando do blog.
    Espero, de coração, que consiga desfrutar das 201 dicas…
    Abraço e obrigado.

    P.S.: Regina, não tenha inveja, sua pequena cidade do interiorrrrrrr é muito conhecida por aqui, principalmente por quem não perde um programa do Milton Neves.. hehehe.

  9. Oi, Carlos
    Que bom que você gostou da minha participação no seu blog. Obrigada.
    Tenho de confessar que não é este o meu costume. Visitei, li, gostei e escrevi. Simples assim…
    E garanto que vou aparecer mais vezes.
    Parabéns pelo blog.

    Fiquei contente em saber que você já ouviu falar da minha cidade, claro que conheço o Milton Neves e sei da propaganda que ele faz da terrinha.
    Ah…e posso imaginar de qual meio você lançou mão para exercer o seu trabalho de detetive…hehehehe
    Abraço.

  10. Olá Regina,
    Sou paulistano, mas morei um período da minha adolescência e juventude em uma pequena e pacata cidade do sul de Minas (Guaxupé), por isso conheço o Maurício (amigo de infância), e ele falou que uma amiga dele de Muzambinho viu o blog e tinha gostado. Quando você escreveu falando do comentário dele e dizendo que era do interior de Minas, foi fácil deduzir… Abraço e continue voltando, logo mais vou colocar post sobre a virada cultura que acontece aqui em 02 e 03/05.

  11. Oi, Carlos!

    Você iniciou seu blog de uma forma tão gostosa que foi impossível não sentir prazer desde o começo da descoberta. Talvez, porque ame filosofia, porque aprecie – e muito – comer e comida (em todos os sentidos); talvez porque julgue humor inteligente, escrita prazerosa e bom gosto literário atributos raros que eu não poderia deixar de reconhecer um lugar especial como esse.

    O mesmo Kundera disse, no mesmo bom livro do seu começo: “foi um aspecto que escapou a Freud na sua teoria dos sonhos. O sonho não é apenas uma comunicação (e eventualmente uma comunicação cifrada), é também uma atividade estética, um jogo da imaginação que tem um valor próprio. O sonho é a prova de que imaginar, sonhar com o que nunca existiu, é uma das necessidades mais profundas do homem”.

    Que bom você ter sonhado com seu espaço, ter feito dele uma realidade e um lugar tão agradável e convidativo.

    Foi mesmo um prazer e, tenho certeza, continuará sendo.

    Grata pelo convite e feliz pela visita!

    Beijos.

  12. ola carlos vivo em portugal mas sou de araçatuba desculpa entrei e li seu blog e gostei vou voltar mais vezes bjokas


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